quarta-feira, 14 de maio de 2014

Só pra manter a tradição...



Hoje, indo ao dentista, fui tentar estacionar na vaga reservada próxima e, adivinhem, estava ocupada irregularmente. Parei pra fotografar o carro e a senhorinha que aparece na foto (que eu não vi, mas estava sentada no banco de trás do carro), veio saber o que estava acontecendo. Expliquei que estava fotografando o carro para postar na internet e ela veio com a já clássica desculpinha: "minha filha foi ali RAPIDINHO no dentista levar minha neta". Por sorte consegui achar uma vaga comum perto do prédio do meu dentista, pois a vaga reservada mais próxima, que fica no começo da Raul Pompéia SE ESTIVESSE LIVRE (o que quase nunca acontece), está a mais de 200 m de distância. Parece pouco, mas levando em conta o péssimo estado das calçadas e rampas de acesso não é. Quem é cadeirante entende bem o que estou falando.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Deficientes visuais e os obstáculos do dia-a-dia.

O link abaixo leva a uma matéria que foi ao ar recentemente, mostrando os obstáculos que os deficientes visuais são obrigados a enfrentar todos os dias:

terça-feira, 6 de março de 2012

Cinema novo. Acessível?

Então, Angra ganhou um novo cinema, com direito até a 3D, funcionando no Shopping Pirata's. Fui lá dar uma conferida pra ver se os cadeirantes efetivamente ganharam mais uma opção de lazer na nossa cidade. Fui a uma sessão do filme "Motoqueiro Fantasma" na sala 3D.
O cinema tem duas entradas: uma pelo hall do elevador, com uma pequena rampa, que poderia ter uma inclinação mais suave. A maioria dos cadeirantes vai precisar de ajuda pra subir. A outra fica no mesmo nível do estacionamento, completamente plana. Se o cadeirante tem carro e está sozinho, é a melhor opção.
Dentro da sala há outra rampa, que leva à área reservada para cadeirantes, com pequenas "vagas" para estacionar a cadeira. Há poltronas nessa área também, assim os acompanhantes podem sentar e os cadeirantes não ficam sozinhos.
Mas é aí que começa o problema. A área para cadeirantes fica muito perto da tela, forçando a mexer a cabeça para poder acompanhar a ação, pois a imagem não cabe no campo visual. Outro problema é que é necessário ficar olhando pro alto o tempo todo. Depois de quase duas horas de filme, eu estava com dor no pescoço e nas costas.
Se você tiver alguns amigos fortes e com boa vontade, eles podem te carregar pra uma das poltronas numa área mais alta e distante da tela, onde a experiência se torna mais confortável.

No cinema antigo, o único problema que sempre me incomodou foi o fato do "shopping" (entre aspas mesmo) não ter um elevador. Ainda bem que sei usar as escadas rolantes, o que me permite chegar ao cinema sem precisar ser carregado. Mas creio que há muitos outros cadeirantes que nunca foram ao cinema por causa deste detalhe. Falando em escada rolante, sabem por que as do Angra "Shopping" ficam numa depressão do piso? Porque os mesmos gênios que o projetaram sem elevador também erraram os cálculos e encomendaram uma escada maior do que deviam, então tiveram que cavar um buraco no chão pra elas encaixarem.
Já dentro do cinema temos todos os acessos com rampas (que poderiam também ter uma inclinação menor), e a área reservada a cadeiras de rodas fica na parte mais distante da tela, o que é muito melhor.

Resumindo, o cinema novo é bom, tem um ótimo ar condicionado e o som é excelente, mas não é confortável para mim, e mesmo o apelo do 3D não é suficiente para que eu seja frequentador assíduo, já que os problemas mencionados acabam por quebrar um pouco da "magia" prometida.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

E de novo...




Se for esperar educação desse povo, não chegaremos a lugar algum. Tá na hora de meter multa, pois a turma do mau caráter só aprende quando dói. Cade a fiscalização?

sábado, 3 de dezembro de 2011

Parkour cadeirante

O vídeo abaixo mostra exatamente os principais problemas que nós cadeirantes, temos que enfrentar em cidades inacessíveis.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Esta vaga não é sua

O que os motoristas da cidade precisam aprender:



Entenderam? Nem por um minuto!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Flagrante desrespeito

Mesmo que o poder público torne nossa cidade um paraíso em infraestrutura acessível, isso não serve de nada enquanto não houver conscientização da população. Enquanto imperar a "Lei de Gérson", nunca nos tornaremos uma sociedade desenvolvida, em nenhum aspecto.
Estava passando pelo Centro ontem e olhem o que eu vi num espaço de poucos metros, próximo à Praça do Porto:

Calçadas com rampas já são escassas, e quando se tem,
a falta de educação estraga tudo.


Acho que as autoescolas deveriam incluir o conceito de
 "vaga reservada" em seus cursos

Um recado para o comando da guarda municipal: Que tal se colocarem seus rapazes para fiscalizar coisas assim, em vez de só ficarem passeando de carrinho de um lado para outro na área do Cais de Santa Luzia? Multas têm caráter educativo, e alguns motoristas com certeza precisam dessa "forcinha" pra aprenderem.




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Enquanto isso, no ônibus...

Foto tirada no começo da semana: 

"Muy" acessível...

Esta é uma situação bastante comum aos usuários: Quando o ônibus "adaptado", finalmente passa pelo ponto, o elevador simplesmente não funciona, forçando o usuário ao constrangimento de ter que pedir ajuda, forçando o motorista a abandonar seu posto (como no caso aqui) e também contando com a boa vontade de outros passageiros para ajudar, o que nem sempre acontece. Não é incomum os outros passageiros reclamarem por conta da demora do cadeirante em embarcar e desembarcar.
Fica a pergunta "passageiro cidadão" é só aquele que paga passagem mais barata, subsidiada pelo poder público (pra quem não sabe, paga pelos contribuintes, deficientes inclusos)?
Se o ônibus em questão ostenta o símbolo de acessibilidade, deveria obrigatoriamente cumprir com o esperado, tendo os equipamentos adequados e funcionando, para que aqueles usuários que dele necessitam não se sintam "cidadãos de segunda classe".

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Jeito certo. Jeito errado.

Mas hein?
Como eu disse anteriormente, não basta colocar uma rampa na porta do seu prédio pra considerar ele acessível. Por melhores que sejam as intenções, se não forem seguidas algumas regras básicas acaba acontecendo como na primeira foto deste post. 
Para isso a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) publicou a NBR 9050, que trata da acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência a edificações, espaço, mobiliário e equipamento urbanos. Essa norma é essencial para quem está construindo, reformando ou projetando edifícios, e uma leitura bem vinda para nossa prefeitura.
O documento está disponível para download no site do Ministério Público Federal, juntamente com outras normas para acessibilidade em transportes, comunicação em tv, caixas automáticos e outras.
A foto a seguir mostra um exemplo do jeito certo: uma rampa de acesso construída numa calçada de Curitiba. Note o piso tátil indicando o acesso para deficientes visuais(a parte mais escura) e a ausência de desnível entre o asfalto e a rampa (problema irritantemente comum em nossa cidade):

Este é o jeito certo!

O que é acessibilidade? Quem se beneficia?

Decreto nº 5.296 de 2 de dezembro de 2004, define acessibilidade como "condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida". 

Resumindo, é a garantia do direito de "ir e vir" para cerca de 14,5% da população brasileira. Isso sem contar idosos e pessoas com limitações temporárias e também gestantes e obesos, e não se resume apenas a colocar rampas nas calçadas e edifícios. As adaptações arquitetônicas são apenas uma das medidas. Existe necessidade de toda uma mudança comportamental. Um mundo sem barreiras para todos, sejam deficientes ou não.